Rafting para quem não sabe nadar

 

BOTÃO

Por incrível que pareça, o rafting traz muita segurança apesar de ser uma atividade de aventura. O esporte que teve sua origem no século XIX no estado do Colorado nos EUA, e consiste em descer as corredeiras de um rio em um bote inflável com auxílio de remos, a prática ganhou adeptos no mundo todo, e com percursos divididos em “classes” de nível de dificuldade, ficou interessante para não só esportistas, mas para turistas que gostam de uma emoção a mais. O esporte, assim como o rapel e algumas outras modalidades mais radicais, não necessita de treinamento muito extenso, e não é necessário saber nadar, pois todos no bote usam colete salva vidas, basta ter algumas noções de comandos para aproveitar ao máximo a aventura. No Brasil a atividade começou no rio Paraibuna no estado do Rio de Janeiro em 1982 e por nossos vários rios com correnteza, está presente em diversos estados.

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Foto: Brotas, Arterra Turismo na edição passada. Equipe da Alaya.

Classes, os níveis de dificuldade do rafting:

Classe I: Para novatos. A correnteza é leve, com poucos obstáculos. Podem haver pequenas ondas.

Classe II: Para iniciantes. Corredeiras fáceis com ondas acima de 1 metro de altura e largura, lisas e estáveis. Canal aberto com caminhos óbvios. Há necessidade de conhecimentos básicos.

Classe III: Para intermediários. Corredeiras com ondas altas e irregulares, passagens estreitas que requerem manobras mais complexas. Fácil de capotar.

Classe IV: Para avançados. Corredeiras geralmente longas e difíceis, com passagens que requerem manobras precisas em águas muito turbulentas.

Classe V: Para avançados. Corredeiras extremamente difíceis, muito violentas e geralmente longas. Passagens obrigatórias. Os participantes que querem descer devem ter experiência em resgate. Deve-se montar sempre um esquema de segurança com os companheiros nas margens do rio nos pontos mais perigosos, todos munidos de equipamentos de segurança como cordas de salvamento e mosquetões.

Classe VI: Para extremos. Dificuldades iguais aos da classe V, mas com condições de navegabilidade extremas. Deve ser descida apenas por equipes altamente experientes e todas as precauções devem ser tomadas.

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Foto: momento do treinamento. Juquitiba Canoar.

Equipamentos:

Bote: Um bote inflável com capacidade entre 5 e 6 pessoas;

Remos: Utilizado por todos os participantes que seguem os comandos do instrutor que vai na popa (parte de trás) do bote;

Colete Salva-Vidas: obrigatório para todos os participantes, dá tranquilidade na descida;

Capacete: ajuda muito no caso do colega de bote estar animado demais e querer erguer o remo na sua direção.

Comandos:

Frente: todos remam impulsionando o bote para frente, ganhar velocidade.

Trás ou ré: todos remam impulsionando o bote para trás, frear.

Piso: Normalmente sentamos na borda do bote fincando os pés para dentro, nesse comando, sentamos no chão do bote para passar em uma corredeira mais íngreme.

 

E se o bote virar?!

Muitas vezes o bote vira de propósito mesmo, nas corredeiras em circuitos comerciais (turísticos), os instrutores são sempre muito experientes e tem um conhecimento considerável das corredeiras em diversos períodos do ano, na cheia e na baixa, assim, as chances de virar sem ser proposital, são muito remotas, mas ainda assim, todos protegidos pelo colete e pelo capacete, é só aguardar o bote vizinho te puxar da água. Sempre há mais de um bote saindo em um percurso para garantir a segurança de todos.

Vamos por em prática?

Estou vendo que já está confiante com esses comandos e está pronto para conhecer seu próximo percurso, aqui vão algumas dicas para você aproveitar essa invenção viciante que é o rafting:

 

Juquitiba-SP: A 77km de São Paulo, uma ótima pedida para quem está iniciando no rafting no rio Juquiá, a distância de SP ajuda porque é bom chegar cedo entre 8h e 9h da manhã para curtir o percurso que varia entre 6 e 7,5km em 2:30hs no rio com o opcional do “Pulo na Ganganta” já que adrenalina pouca é bobagem, para quem quiser, tem a opção de pular em uma corredeira com um alto volume de água para ter a sensação do poder das águas. Recomendo, apesar de parecer assustador, é muito seguro.

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Foto: Juquitiba. Canoar.

Brotas-SP: Cidade mais distante de São Paulo há 250km, guarda um dos percursos mais bonitos e longos do estado, 9km de pura emoção classe IV no rio Jacaré Pepira, ainda conta com uma tirolesa no meio do caminho que passa por cima de uma super queda d’água, vale muito a viagem, no local, pousadas em sítios oferecem outras atividades como escalada, arvorismo, boia cross, trilhas e outros. Vale passar o fim de semana.

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Foto: Brotas: equipe da Alaya.

Socorro-SP: o rio do Peixe a 133km de Sampa, traz um percurso incrível  de 7km e possui diversas opções de parques com diversas atividades e pousadas para curtir o fim de semana.

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Foto: Socorro: Equipe Canoar.

São Luiz do Paraitinga-SP: a bela São Luiz, a 174km de São Paulo, conhecida pelo seu patrimônio arquitetônico possui também ótimas trilhas e percursos profissionais de rafting. O Núcleo Santa Virgínia do Parque Estadual da Serra do Mar, abriga os percursos de diferentes classes, O Palmeiras, mais curto com 5km, o Brás Adão com 10km ambos com classe III e IV e o Santa Virgínia com 10km mas com trechos de classe IV+.

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Foto: São Luiz do Paraitinga. Equipe Montana. 

Extrema-MG: A 110km de São Paulo, o rio Jaguari possui várias corredeiras de nível IV e V, boa para quem já fez rafting pelo menos uma vez.

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Foto: Extrema: Equipe Radix.

Agora é só lembrar do protetor solar, roupa extra porque vai molhar e nada de calçado aberto, vai de tênis para poder. Para crianças a partir de 6 anos dependendo da classe do rio.

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