Profundidade da Experiência: A caverna e o ser.

          Assim como formamos civilizações que se espalharam pela Terra, existem muitas espécies convivendo bem longe de nossa vista. Nossa atenção voltada somente para a casca, a superfície da Terra aonde habitamos, nos limita, e quanto mais direcionamos atenção somente para nosso lado, limitamos nossa perspectiva da vida, nos afastamos de nossa natureza mais primal, de necessidades básicas para qualquer ser humano: sentir o sol na pele, olhar para o céu, sentir o cheiro das coisas, “dar um tempo” no seu dia e só observar.

         É curioso que, prestando atenção só no que está ao nosso redor e em nossas rotineiras tarefas, não nos transformamos em pessoas mais concentradas, ao contrário do que possa parecer, mas acabamos em uma sociedade alienada ao ignorar o que não faz parte de uma rotina e de respostas previsíveis, nos prendendo, por escolha, a um só modelo de possibilidade de viver.

         Assim, fica mais fácil estranhar, questionar antes de experimentar.  Volta e meia alguém me pergunta: O que você vai fazer no “mato”?! Da mesma forma, me vem na cabeça: De onde você tira sua energia produtiva, convivendo apenas na artificialidade e com a poluição de uma cidade? Duas sentenças para dois pontos de vista.  A médio prazo as sensações deixam de se estabelecer, não nos comovemos mais, perdemos a sensibilidade prática de experienciar as sensações do tato, paladar, olfato, audição e muito da visão. A nossa curiosidade não pode ser extinguida pela nossa rotina… experimentar estar no lugar de onde viemos  é um presente que nos faz sentir o poder e a energia  da natureza.

          Tentando ver o mundo em uma nova perspectiva, quis me aprofundar na Terra para descobrir novos mundos dentro do nosso mundo, através das cavernas. Pouco se fala em cavernas em um país riquíssimo nessas formações, e o estado de São Paulo possui um grande número delas em áreas protegidas, como o Petar, Intervales e outros diversos.

         A vez foi da Caverna do diabo, no município de Eldorado, que fica no sul do estado de São Paulo.

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        O ar é outro: a umidade da floresta densa do entorno faz o calor do lado de fora ser mais forte, mas, ao entrar, este ar quente que queria nos abraçar se transforma em frescor, o corpo vai se percebendo mais e o som das águas do ribeirão que passa por seu interior ajudam a encontrar uma sensação de tranquilidade.

          A Terra se comporta de forma enigmática fora de nossa jurisdição: uma caverna se forma quando água ácida penetra no solo, entra em contato com rochas calcárias e as dissolve, formando “ocos” no relevo.Caverna2

         Já de cara, uma perspectiva dos grandes salões da caverna mostra porque a Caverna do  diabo é a maior do estado: o teto e o chão tentam se tocar e, em alguns pontos chegam a formar colunas: junção das estalactites (aquelas formações do teto que descem pelos sedimentos e umidade) com as estalagmites (as formações do chão desenvolvidas pelos pingos de água e sedimentos que caem das estalactites). A espeleologia é a ciência que estuda essas formações chamadas de espeleotemas e existe um grande número de diferentes tipos de espeleotemas pelo comportamento da Terra ao longo dos anos.

          A Caverna do diabo possui 8km de extensão, mas somente 10% dessa área é livre para exploração de pessoal não capacitado a enfrentar passagens estreitas, animais nativos das reentrâncias e falta de luz. A parte restaurada para o público em geral é iluminada e evidencia todas as suas cores e magnitude de forma acessível. É absurdamente incrível estar em um lugar cuja formação de fato se deu há milhões de anos, gota a gota, através das eras. E nós, donos da nossa pequena parcela de tempo, temos o privilégio de poder conhecer maravilhas como estas. Não é sábio escolher a urbanidade como 100% de nossa vivência na Terra, existindo tantos acessos que nos ligam à nossa natureza mais ancestral.

 Quer experienciar este contato?

 Próxima saída: 14 de outubro. Sábado.

R$160 incluso transporte executivo ida e volta, guias credenciados, ingresso do parque e seguro viagem. Clique abaixo para mais detalhes do roteiro:

Botão Caverna

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