5 fatos inusitados da história de São Paulo

1 – Primeiro Congestionamento da cidade

 congestionamento

              Nesse dia, a ópera Hamlet, de Thomas Ambroise, ganhou a atenção dos ansiosos habitantes da capital que já a esperavam desde o dia anterior (11), mas que por um atraso na chegada do cenário, que veio da Argentina, bem como boa parte dos músicos e atores, a inauguração se deu somente na noite no dia 12, e provocou o que se conhece como o primeiro congestionamento da capital.

       Os donos endinheirados dos veículos Ford que se amontoavam em frente ao Teatro Municipal de São Paulo não imaginavam que essa ocorrência seria uma parte da identidade da cidade um dia.

       É…de lá pra cá o que continuou interessante foi a programação do Teatro Municipal, que já recebeu a cantora lírica Maria Callas, a nossa Carmen Miranda, a Semana de Arte Moderna de 1922, o bailarino Nureyev e Baryshnikov, entre muitos outros,  mas o trânsito…

 2 – Rios Subterrâneos

        Selva de Pedra!?

        Quem diria que, se você está na cidade de São Paulo, não está a mais de 300 metros de distância de um rio ou córrego. Pode não parecer, afinal, uma grande parte desses cursos d´água estão embaixo de ruas e avenidas:

          Pois é, construímos tudo por cima da água para os carros passarem, os prédios se erguerem… O interessante é que esses cursos d´água serviam para transportar mercadoria no fim do século XIX e início do XX, que vinha desde o rio Tietê e cortava por córregos da cidade, principalmente os do centro, como o antigo rio Anhangabaú (hoje aterrado, onde fica o vale do Anhangabaú, abaixo do túnel) e o Tamanduateí (canalizado com o curso alterado), motivo pelo qual o mercado Municipal foi colocado às suas margens, como ponto estratégico de escoamento e recebimento de mercadorias.

 (Rio Pinheiros com demarcação de sua canalização)

 3 – São Paulo independente?!

        Nós sabemos que São Paulo tentou a independência do país em 1932, mas você sabia que houve outra tentativa?

       O movimento mais conhecido, em 1932, foi devido à grande pressão do povo paulista contra a ditadura de Getúlio Vargas e a favor de uma constituição de leis mais humanizadas, garantindo novo regime de trabalho e direito de voto às mulheres, algo que veio a ocorrer tardiamente na constituição de 1934, depois de muitas vidas perdidas no confronto entre paulistas e o exército nacional, auxiliado por forças de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que ocorreu entre 9 de julho e 4 de outubro.

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       A outra tentativa separatista e pouco conhecida ocorreu em 1640, quando D. João, o duque de Bragança, tomou o poder da Coroa Portuguesa e, por lucrar com o mercado de escravos africanos, estava tentando impedir a escravidão dos índios, fato que incomodou os comerciantes da época e promoveu um movimento de separação da Coroa Portuguesa. O eleito pelo povo e pelos comerciantes à coroa do novo reino seria o pacato Amador Bueno, o mais rico fazendeiro habitante do lugar que, não estando afim de se meter em confusão, recusou o cargo. Aclamado por todos (o episódio é contado na história como “Aclamação de Amador Bueno”), o fazendeiro correu desesperadamente e pediu abrigo no Mosteiro de São Bento, passando dois dias enclausurado, esperando os ânimos se acalmarem para poder voltar à sua fazenda, o que conseguiu, muito aliviado e sem nenhum arranhão.

 (Mosteiro de São Bento)

 4 – Palácio do Governo X Páteo do Collégio

       O local que hoje é conhecido como Páteo do Colégio já teve diferentes construções.

        A primeira, de 1554, foi feita de sapê pelos jesuítas, era utilizada para a catequização dos índios e a capela sediou a primeira missa da cidade, que fundou a nossa “São Paulo de Piratininga”, que veio a se tornar só São Paulo.

      Quando os jesuítas se colocaram contra o extermínio dos índios pelos bandeirantes, perderam suas terras por determinação do Marquês de Pombal, em 1759.

         De 1765 a 1912, o Páteo do Colégio passou a sediar o Palácio dos Governadores, sendo conhecido como Largo do Palácio.

      Após intervenções, houve a demolição da igreja em 1896 e a construção do novo Palácio, acima.

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 5 – O nosso Mercadão participou da Revolução de 32

       Durante a Revolução de 1932, o nosso Mercado Municipal, criado por Ramos de Azevedo, antes de sua inauguração como entreposto comercial, foi um galpão de apoio para guardar armas e munições e abrigar soldados. Seus vitrais, com temas agropecuários que retratavam pessoas no campo, serviam como tiro ao alvo pelos soldados por apresentar figuras humanas e tiveram que ser refeitos em sua maioria para a inauguração do local em 1933.

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