A corrida pelo topo de São Paulo de 1920 à 1940

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Nas grandes cidades, o tamanho dos edifícios sempre foi uma questão de status, poder econômico e desenvolvimento. Na São Paulo do início do século XX não era diferente. Os grandes comerciantes, em grande parte estrangeiros, que prosperaram na cidade em ascensão, construíram edifícios para abrigar suas empresas, que hoje, além de chamar a atenção por sua arquitetura, são patrimônios culturais da cidade e lugares que merecem uma visita.
Um desses edifícios foi o mais alto da cidade de 1924 à 1929, o Sampaio Moreira, de 12 andares e “imponentes” 50 metros de altura,  foi designado como o primeiro arranha-céu de São Paulo, pois nessa época, o mais comum eram edifícios de no máximo 4 andares, foi construído por solicitação do  imigrante português José de Sampaio Moreira, comerciante e banqueiro, e projetado em estilo eclético pelos arquitetos Samuel das Neves e seu filho Cristiano Stockler das Neves, sendo tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico de São Paulo. Hoje encoberto por seu vizinho, o Ed. Mercantil Finasa inaugurado em 1974. O Sampaio Moreira está passando por reformas que é parte das obras de revitalização do centro desde 2007 e deve ser reaberto até dezembro para ser a Secretaria Municipal de Cultura, localizada hoje no edifício da Galeria Olido.
O Sampaio Moreira:

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O posto de edifício mais alto saiu das mãos do Sampaio Moreira com a construção do Edifício Martinelli de 1929, com seus 105 metros de altura e 30 andares, foi projetado pelo arquiteto inglês Willian Fillinger para ser a sede das várias empresas lideradas por Giuseppe Martinelli, um imigrante italiano que prosperou rapidamente e construiu um império considerável, hábil comerciante, quis deixar sua marca e construir um grande arranha-céu na cidade. Por contrair muitas dívidas (pela construção do edifício) e pela má gestão de seu patrimônio, seu belo edifício foi confiscado pela embaixada italiana e em 1942, com a Segunda Guerra, foi confiscado pelo governo federal, passou por muitas fases, abrigando partidos políticos, repartições publicas, até sofrer grande decadência funcionando como moradia nos anos 50, e em 1975 foi restaurado e entregue à prefeitura, hoje funciona com diversos escritórios municipais e abriga um lindo mirante no topo, ponto onde ficava a casa de Martinelli. O mirante é aberto à visitação durante a semana.
E como não lembrar nosso bolo de noiva, o Empire State paulistano? Bem depois de curtir sua hegemonia, o Martinelli cedeu o lugar para um vizinho, o edifício Altino Arantes, Construído para ser a sede do Banco de Crédito Hipotecário e Agrícola do Estado de São Paulo ou Banco do Estado de São Paulo (Banespa) foi projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral e adaptado pela construtora Camargo & Mesquita, para ser semelhante ao Empire State de Nova Yorque. Inaugurado em 1947, possui 35 andares e 161 metros de altura, foi a maior estrutura de concreto armado do mundo nos anos 40. Possui um lindo saguão com um lustre com 13 metros, incrível. Conta com um museu no terceiro andar com mobiliário da época de fundação, alguns objetos e moedas brasileiras antigas. Sua torre com uma vista linda com alcance de até 40 km em dias claros infelizmente está fechada para reformas, sem data para reabertura.

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